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​Sustentabilidade e Consumo
Publicado em 07/12/2017 por Gleiton Luiz de Lima é Coautor dos Livros "Responsabilidade Integral: Metodologia estratégica para o desenvolvimento pessoal, corporativo e educacional” e “A Pedagogia da Responsabilidade Integral e a BNCC”. Professor, consultor e palestrante. Gestor da RSP Integral.

O prejuízo da aparente ascensão pessoal, pela via do consumo, ganha dimensões ainda maiores com o fracasso humano em construir os princípios de vida, liberdade, justiça e felicidade à maioria da população. Irrefutavelmente a arca ronda o abismo das catástrofes, diante dos enigmas que colocam em xeque as capacidades humanas e suas habilidades de produzir respostas, sem excluir boa parte da vida sobre o planeta. O maior desafio é o de produzir novas reflexões a partir do entendimento de que devemos estar muito próximos dos limites entrópicos.

Urge ampliar a sedimentação dos valores de sustentabilidade para o enfrentamento dos desafios impostos pela insustentabilidade dos valores pautados em consumo; na mesma seara necessitamos resgatar os critérios de simplicidade que nortearam por séculos a sociedade e, muito antes das fundamentações da sustentabilidade, garantiram sustentabilidade a maioria dos lares, onde o básico era a poupança. Poupar parte do ganho por desconhecer as intempéries e vulnerabilidades. Cozer o suficiente para a refeição; a sobra era convertida em novo produto, para a próxima refeição. Coser para a família toda, a partir de uma peça (fazenda), que somados os retalhos davam colchas e coberturas de acolchoados. Repaginar roupas dos irmãos e primos para novos usos. Dividir com vizinhos e familiares o doce de leite ou de mamão, a fornada de pão ou o naco da carne, muito mais pela oportunidade do papo e confraternização que pelo valor monetário envolvido. Viver a vida muito além do consumo.   

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